
- Você precisa de mim tanto quanto eu preciso de você. - Eu olhei em seus olhos e pude perceber que ela não acreditava em minhas palavras. Não sabia mais o que fazer, estava fugindo do meu controle.
- Eu já expliquei que essa conversa não nos levará a lugar algum. Você se contenta com a metade, enquanto eu preciso do inteiro. Não sei ser a metade. Contente-se com o que tenho a oferecer, nossa amizade é tudo para mim. - Eu disse com olhos cheios de lágrimas, aquelas palavras eram como facadas que me cortavam por dentro. Dilaceravam meu coração. Ele precisava entender, tinha que entender. Eu... eu simplesmente não posso.
- Não posso ser seu amigo, não mais. Não me peça isso. Você não entende o quanto isso dói. Ficamos por aqui, eu sigo e você segue; essa conversa nunca aconteceu. Só não se esqueça que eu tentei e não a culpo, não é fácil sair do seu mundo certo e ir para um duvidoso. Dá sua estabilidade, sua calmaria para o meu caos. - Então eu a deixei ali com meu coração. Não olhei para trás, pois não aguentaria ver suas lágrimas e também não queria que ela presenciasse as minhas. Não me lembro de ter chorado antes, a não ser em velório. Não sou insensível, só ... só não me lembro.
Minha vontade era de abraça-la de mostrar que podemos tentar, como eu gostaria de me contentar com sua amizade, mas não posso. Não agora, não do jeito em que me encontro, ferido. Sentirei saudades dos seus risos, das suas conversas, suas mensagens, sentirei saudades dela por completo.
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